sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Fifa 2010 terá teste de paternidade e noitadas


O escândalo do filho de Ronaldo chegará ao mundo dos videogames. O novo game da consagrada série Fifa, baseado no Caso Ronaldo, terá teste de paternidade. "Além dos 90 minutos de partida, Fifa 2010 também simula outro fator importantíssimo da vida dos jogadores: as maria-chuteiras", diz Paul Hossack, designer-chefe do game. O game contou com a consultoria dos ex-boleiros Renato Gaúcho e Romário, além de uma extensiva pesquisa fotográfica das casas noturnas e motéis das capitais europeias e brasileiras. "O jogador pode virar a noite numa balada atrás de cachorras, bebendo vodca com energético e fumando, mas isso vai influenciar em seu desempenho no dia seguinte". Hossack, entretanto, deixou escapar que há um "macete" para evitar ser tirado da Seleção Brasileira. "É só puxar o saco do Ricardo Teixeira. Estamos pensando em criar um botão só para isso".

Outra inovação que promete agradar os apreciadores de jogos de estratégia são os testes de paternidade que os jogadores são intimados a fazer. "Se ele recebe a intimação do juiz para fazer o teste antes da partida, seu rendimento vai cair", diz Hossack. As atenções na coletiva de imprensa que apresentou o game se voltaram para a representação da versão virtual do jogador do Corinthians. Tudo por causa de um boato quanto às preferências do Ronaldo "virtual". "Não posso falar muita coisa", disse Jayson Zucher, diretor de marketing da Electronic Arts. "Mas posso garantir que o jogo será bastante realista. Tivemos que fazer uma mulher com um molde especial para as noitadas de Ronaldo. Adicionamos uma tromba às mulheres virtuais", disse Zucher. Haverá, ainda, um bônus especial, liberado apenas aos jogadores que fizerem 1000 filhos.

Que massa! O Kaká vai arrebentar nesta edição.

Fonte: www.bf2brasil.com

Os loco lá da fronteira

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Precisa de tanto?

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) informou hoje que o que um pobre gasta em um ano é o mesmo gasto por um rico em três dias. A constatação é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que divulgou a análise com base nos dados apresentados na semana passada pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) relativa ao ano de 2008.

A constatação do Ipea só reafirma o que vivemos todos os dias. Recentemente o município onde resido, Lajeado, figurou como a terceira melhor cidade para se viver do Rio Grande do Sul em um destes levantamentos que levam em conta uma série de fatores - desenvolvimento econômico, social... Pois bem, outros indicativos que demonstram a tal da pujança de Lajeado é que para cada 1,5 habitante há um veículo ou que a cada ano surgem mil novas construções. Em resumo, Lajeado é uma cidade em crescimento vertiginoso.

Mas mesmo em uma cidade bacana de se viver, muita gente apenas sobrevive. Enquanto abastados acumulam quatro, cinco veículos nas garagens, milhares de pessoas vivem em bairros afastados do Centro, em espécies de guetos. Em sub-habitações e com subempregos, estas pessoas estão condenadas ao subdesenvolvimento.

E por mais que procriem programas sociais, a situação não muda. Em uma cidade onde uma única indústria precisa de três mil peões para cortar frango e porco, fica difícil falar em igualdade social. Obviamente o problema não é de Lajeado. Neste pacote entram questões como regime econômico e modelo de produção favorável à desigualdade, falta de investimentos na educação, corrupção... Também não defendo a igualdade a cabresto. Isto seria tirania.

O que realmente faz os butiás caírem do meu bolso é o que leva um rico a gastar em três dias o que um assalariado leva um ano para conseguir? Não tenho nada a ver com a grana dos outros, mas é preciso tanto para viver bem e ser feliz? Tem gente que não satisfeita com uma televisão na sala, uma na cozinha e uma em cada um dos quatro quartos instala outra no banheiro. Tem gente que não satisfeita com dois carros, compra um para cada filho – fora as motocicletas que são a diversão do final de semana. Tem gente que não satisfeita com um quarto de hóspedes precisa de pelo menos mais três – vá que resolva transformar a casa em uma pousada, né?

Concluo com palavras da Martha Medeiros, que em uma recente crônica publicada na ZH lascou essa:

“Temos gastado muito e nos dado pouco valor”.

Aprende Ana Carolina

Exposição indevida

Três delegados cearenses foram exonerados por causa da exposição de presos para a imprensa. A medida foi tomada após a Ordem dos Advogados do Brasil recomendar ações que garantissem o direito de imagem dos detidos. Longe de defender eventuais criminosos, concordo com a medida.

Tem que acabar com esta palhaçada de colocar a foto 3X4, o nome e o RG do suspeito.Muitas vezes o chamado flagrante das autoridades é forçado. O cara está com cinco gramas de crack e é preso como traficante. Depois a Justiça revoga a prisão porque o sujeito é usuário. Mas daí já era. Daí já saiu a foto do chapado, o nome dele e o apelido no jornal.

O problema é que geralmente só se atinam para este descalabro quando a Polícia Federal algema um banqueiro ou um ex-prefeito de certa capital paulista. Os Zé Oreia, Mijão, Peidinho da vida podem ganhar a famigerada notoriedade. Afinal, codinome de marginal e jeitão de pobre eles já possuem – requisitos indispensáveis para figurar nas páginas policiais. Pura hipocrisia da nossa “catigoria”, pelo menos de boa parte dela.

* Mais no www.comunique-se.com.br

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Vida bandida

Tinha lá meus seis, sete anos quando resolvi me bandear para o mundo do crime. Movido pela curiosidade e pelo diabinho que ficava no meu ouvido esquerdo, primeiro meti um Danoninho no supermercado. Na hora de passar pelo caixa, uma tia que me acompanhava percebeu que sairia com o Danoninho embaixo do braço.

-Gui, meu anjo, tem que pagar, disse minha ingênua tia.

- Ah é, respondi com carinha de querubim.

O infortúnio da primeira tentativa só serviu de estímulo para minha vida bandida. Dias depois, munido de um casaco dupla face, com 33 bolsos, e com uma frieza no olhar, fui à caça. O alvo: chicletes com figurinhas do Jaspion.

Com agilidade comparável ao mestre Miyagi, enfiei três saquinhos de chicletes dentro de um dos 33 bolsos do casaco dupla face antes que alguém piscasse. Mas daí o anjinho bateu na orelha direita. O remorso foi mais forte e devolvi um dos três saquinhos de chicletes. Tá pensando que iria devolver tudo!? Era bomzinho, e não burro.

Cheguei em casa mais faceiro do que mosca em tampa de xarope com minha mais nova conquista. Mas bem na hora que iria desfrutar do produto do roubo, minha irmã, dois anos mais velha, me deu o flagra.

- Que chicle é esse? A mãe não te deu isso!

- Eu, eu... Eu comprei. É meu!

- Comprou nada! Tu roubou eles. Manhêeeee...

Sem ação, fiz o que qualquer um faria no meu lugar. Subornei minha irmã. Em troca de um punhado de chicletes, ela se calou e sepultou de vez minha vida bandida. Afinal, eu sou bomzinho. O anjinho venceu.

Por Ermilo Drews

Marrom